Hoje na coluna AQUELE JOGO aqui no Jornal de Contagem Pop notícias, recebemos um dos maiores laterais esquerdo da história do Atlético. Paulo Roberto Prestes. Paulo nasceu no ano de 1964, na cidade de Porto Alegre/RS, no Galo se tornou ídolo por sua raça e determinação dentro e fora de campo, não foi à toa que vestiu a braçadeira de capitão por mais de 8 anos. Paulo Roberto Prestes contou com exclusividade qual foi seu jogo preferido quando atuava com a camisa do Atlético.
Ao ser perguntado sobre qual o jogo marcou sua carreira defendendo a camisa do Atlético, Paulo, não titubeou e respondeu que o seu jogo marcante foi contra a equipe do Olímpia do Paraguai, na final da Conmebol onde levantou a taça de campeão.
Convido você, caro leitor, a viajar com a gente para o dia 23 de setembro de 1992 e relembrar AQUELE JOGO!
Antes de mais nada é importante mencionar algumas informações daquele jogo que terminou Olímpia 1 x 0 Atlético. No primeiro jogo o Atlético abriu vantagem no Mineirão, vencendo por 2 x 0 a equipe do Olímpia com dois gols do Negrini, essa vitória em casa por 2 gols
de diferença deu ao Galo o título, mesmo perdendo o jogo de volta por 1×0.
Data: 23 de setembro de 1992
Local: Paraguai Estádio: Manuel Ferreira, Assunção
Motivo: Final da Copa Conmebol (jogo de volta)
Árbitro: Ernesto Felippe (URU)
Fato curioso: Esse foi o primeiro título Sul-americano do Atlético.
Rodrigo Vieira: Hoje tenho o prazer em receber para um bate papo, Paulo Roberto Prestes, um amigo que fiz cobrindo o futebol pelo canal no Youtube Mesa Quadrada MG, e já me atrevo a dizer que é o maior lateral esquerdo da história do Atlético. É uma honra te entrevistar para o jornal POP Notícias de Contagem, na coluna: Aquele Jogo. Paulinho, qual o jogo que te marcou com a camisa do Atlético?
Paulo Roberto Prestes: Primeiramente é um prazer enorme estar falando com vocês do Jornal Pop Notícias, meu grande amigo Rodrigo, prazer enorme. Olha, pra mim acho que a final da CONMEBOL de 92, por ser o primeiro título Sul-americano do Atlético, fui o capitão e
levantei a taça, fora de casa em um jogo muito difícil contra o Olímpia no Paraguai.
Paulo, como você bem disse, foi o primeiro título Sul-Americano do Atlético, o primeiro jogo venceram por 2×0 no Mineirão diante da massa do galo, o que você se recorda daquele segundo e decisivo jogo no Paraguai?
Foi um jogo muito equilibrado, tanto aqui quanto lá, e prevalece aquela coisa do futebol né, tem aqueles momentos que temos que saber sofrer, tem momentos que temos que saber atacar/defender e temos que ser resiliente, acreditar sempre, e acho que foi isso que aconteceu naquele jogo.
Paulo, algum fato curioso que você se recorda daquela partida no Paraguai?
Quando fomos campeões, ao invés deles trazerem a taça, eles pediram para que eu (capitão da equipe) fosse pegar a taça no meio da torcida (risos), até tentei argumentar pedindo para que trouxessem a taça no campo, mas foi em vão. Os torcedores estavam muito arredios, batendo na gente, cuspindo, e eles dizendo: “não, você tem que ir lá buscar a taça”. Tive que subir as arquibancadas para pegar
essa taça, com toda sinceridade além de ser uma taça muito importante para o Galo na época, foi a taça mais difícil que levantei como capitão (risos).
Paulo, como era o elenco, qual a mentalidade do grupo para essa final importantíssima?
O elenco era unido, o Atlético tinha dificuldade financeira, sabíamos disso, mas não pensamos nisso, pensamos que a única forma de pressionar (no bom sentido) a diretoria seria se ganhássemos aquele título. A gente se entregou mesmo, no vestiário, reunião no hotel com comissão técnica e combinamos de se doar, sempre dois companheiros na bola, nunca deixar o companheiro sozinho, é guerra! Quando chegamos vimos que o estádio estava em reforma, levamos pedrada, tijolada, aquelas coisas que existiam antigamente, e nisso pensamos: “ou todo mundo dá um pouco a mais ou a gente não sai nem vivo daqui” (risos). O nosso treinador Procópio Cardoso gostava muito disso, da união, da raça e a vontade de vencer e era um dos nossos objetivos para tentar receber os salários atrasados (risos). O Atlético aquela época era uma luta todo dia, quase não tinha campo para treinar, pegava ônibus e saia treinando em todos os campos da região, chegamos a treinar em Pedro Leopoldo. Então assim, o Atlético daquela época era uma batalha todo dia, a única esperança nossa era realmente conquistar aquele título Sul-americano porque era nossa saída, não só para a torcida, mas para a gente também.
Paulinho, obrigado pela entrevista, é sempre um prazer te encontrar, não é à toa que se tornou ídolo do Galo, gostaria que deixasse uma mensagem ao torcedor para 2026.
Obrigado meu amigo, um feliz 2026 a todos vocês e fica o meu desejo para o Galo arrumar a casa, estruturar, para ter um time e poder
cobrar dos jogadores e treinador. Acho que o mais importante nesse momento é a reestruturação não só financeira mas do time, isso que penso e torço. Quero aproveitar o espaço para mandar um grande abraço para a torcida do Atlético.
Escalação
Atlético
João Leite
Alfinete
Luís Eduardo
Ryuller
Paulo Roberto Prestes
Éder Lopes
Moacir
Negrini (André)
Aílton (Toninho Pereira)
Sérgio Araújo
Claudinho
Técnico: Procópio Cardozo
Olimpia-PAR
Goygochea
Caceres
Ramires
Nunez
Soarez
Adolfo Hara
Vidal Sanabria
Jorge Campos (Cavallero)
G. González
Samariego
Miguel Sanabria
Técnico: Roberto Perfumo
Sou Rodrigo Vieira e você pode me acompanhar aqui no Jornal de Contagem Pop Notícias e também no YouTube Mesa Quadrada MG.
Rodrigo E. M. Vieira, 34 anos, Jornalista esportivo, @rodrigovieira_jornalista

