17 junho 2026

Ótima pedida para o próximo inverno

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Com a che­ga­da da esta­ção mais fria do ano, cres­ce a pro­cu­ra dos bra­si­lei­ros pelo chá que, ­depois da água, é a segun­da bebi­da mais con­su­mi­da no mundo. Sua uti­li­za­ção como bebi­da ­social tem ori­gem mile­nar, na China, por meio da infu­são das ­folhas de Camel­lia sinen­sis. Hoje, a pala­vra “chá” se refe­re a toda infu­são de ­folhas, fru­tas, ervas ou raí­zes, tra­di­cio­nal­men­te ingeridas nos dias frios e preparadas com água bem quen­te. O hábi­to de tomar chá, antes mais cul­ti­va­do pelos orien­tais e euro­peus, já faz parte do dia a dia dos bra­si­lei­ros inte­res­sa­dos em saúde e bem-estar. E é fato que os chás tra­zem uma série de bene­fí­cios à saúde.
“Há diver­sos tipos, recei­tas e fina­li­da­des para os chás. Cada um tem sua pre­do­mi­nân­cia para uso. Uns são melho­res para o ema­gre­ci­men­to, ­outros para a diges­tão, ­outros têm efei­to antio­xi­dan­te. Em casos leves de insô­nia e ansie­da­de, por exem­plo, os chás de laran­ja amar­ga (­citrus auran­tium) e mara­cu­já podem sur­tir o mesmo efei­to cal­man­te de ­alguns remé­dios mani­pu­la­dos”, rela­ta Ales­san­dra Rocha, a nutri­cio­nis­ta.
Já há algum tempo que cien­tis­tas de todo o mundo se dedi­cam a estu­dar os efei­tos de cada tipo de chá para o orga­nis­mo huma­no. Cada varie­da­de tem seu pró­prio sabor e dife­ren­tes con­cen­tra­ções de subs­tân­cias, de acor­do com o pro­ces­so de pre­pa­ra­ção, que pode envol­ver oxi­da­ção, fer­men­ta­ção e o con­ta­to com ­outras ervas.
Como qual­quer outro fito­te­rá­pi­co, a uti­li­za­ção do chá como erva medi­ci­nal deve ser acom­pa­nha­da por um médi­co ou nutri­cio­nis­ta, para resul­ta­dos efi­ca­zes e segu­ros. “Na gra­vi­dez, por exem­plo, o chá de cas­ta­nha da Índia (aes­cu­lus hip­pos­cas­ta­num) é con­train­di­ca­do devi­do às subs­tân­cias pre­sen­tes na cas­ta­nha”, expli­ca a nutri­cio­nis­ta. “Para cada caso há um tra­ta­men­to ade­qua­do, de acor­do com a orien­ta­ção e acom­pa­nha­men­to do médi­co fito­te­ra­peu­ta”.
Para quem busca ema­gre­cer ou com­ba­ter a reten­ção hídri­ca, os chás verde, ver­me­lho e bran­co são óti­mas ­opções. Todos são extraí­dos da mesma plan­ta, a Camel­lia Sinen­sis, mas em está­gios dife­ren­tes de colhei­ta. Eles contêm, em menor ou maior escala, um ele­men­to ter­mo­gê­ni­co que ace­le­ra o meta­bo­lis­mo. Por con­se­quên­cia, aju­dam nas die­tas de redu­ção de peso. Para ter bons resul­ta­dos, o ideal é não exa­ge­rar. Beber ­litros e ­litros por dia des­ses chás com o obje­ti­vo de per­der mais peso, não é efi­caz. Além disso, como eles contêm cafeí­na, o con­su­mo em exces­so pode cau­sar dores de cabe­ça, dis­túr­bios do sono, hiper­sen­si­bi­li­da­de e alte­ra­ções na pres­são arte­rial.
Para com­ba­ter o enve­lhe­ci­men­to e man­ter a apa­rên­cia ­jovial, os chás de mara­cu­já e de limão, entre ­outros, são óti­mos alia­dos. “Os chás com vita­mi­na C aju­dam na redu­ção do enve­lhe­ci­men­to ou oxi­da­ção celu­lar, reno­van­do de den­tro para fora”, ensi­na Ales­san­dra.
É impor­tan­te salien­tar que o exces­so de con­su­mo de qual­quer chá mal con­ser­va­do ou mal pre­pa­ra­do pode ter efei­tos nega­ti­vos para a saúde. Em geral, pode-se afir­mar que o chá tem, sobre­tu­do efei­tos bené­fi­cos, quan­do inge­ri­do em peque­nas quan­ti­da­des.